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  • Pascoal Maynard

Núcleo de Produção Digital retoma produção e busca aquecer economia da cultura


Quando surgiu, em setembro de 2006, na primeira gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, o Núcleo de Produção Digital (NPD) Orlando Vieira teve como principal função o que o seu nome já diz: produzir materiais de audiovisual. Após passar por um período de inércia produtiva, quando apenas foi mediador de mostras, o Núcleo retoma suas diretrizes de base, indo, inclusive, na contramão de outros NPDs Brasil a fora. Para celebrar os 13 anos de criação, uma programação especial foi organizada, no Centro Cultural de Aracaju, na Praça General Valadão, onde está sediado, atualmente, o NPD Orlando Vieira.

Na época da instalação do NPD, Aracaju foi uma das cidades, de 11 estados brasileiros, selecionada para participar da Rede Olhar Brasil - um programa federal do extinto Ministério da Cultura (MinC). Na ocasião, um investimento maciço em equipamentos e ações de formação contemplou um projeto que tinha como objetivo levar a produção audiovisual sergipana a atravessar divisas e fronteiras.

“O NPD Orlando Vieira é tido como referência para os demais do país. Para se ter uma ideia, muito núcleos acabaram se vinculando a Institutos Federais o que, por mais que não seja errado e até uma forma de sobrevivência depois que os investimentos caíram, deixa de cumprir um papel fundamental que é o de democratizar o acesso à produção de audiovisual, já que suas atividades se limitaram somente aos alunos desses institutos. Em Aracaju, o NPD tem retomado o fôlego depois de uma período em que a produção ficou parada. Com a gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, voltamos a ofertar os cursos e oficinas e, claro, a produzir conteúdo audiovisual”, afirmou a coordenadora do Núcleo, Graziele Ferreira.

De acordo com a coordenadora, no final da gestão anterior do prefeito de Edvaldo Nogueira, o NPD Orlando Vieira estava se preparando para se tornar um polo de produção. Graziele destaca que, à época, o fomento foi tanto que surgiu a necessidade de ter, em Sergipe, um curso superior, implantado, posteriormente, na Universidade Federal de Sergipe (UFS). “Hoje, é difícil encontrar alguém que esteja produzindo um material independente sem ter alguma ligação com o NPD”, salienta.

“No entanto, o que temos feito nos últimos dois anos é um grande esforço para retomar o fôlego de antes. Do início desta gestão até o momento, já produzimos dois documentários, um deles, inclusive, premiado, que foi o “13 Noites com Antônio”, e também dois conteúdos para internet, todos oriundos das formações que voltamos a oferecer. Não há como se estimular a produção se você não dá a formação, que é a base, e também, se você formar e não der acesso aos equipamentos, ninguém produz porque é caro produzir audiovisual, se você for profissionalizar”, ressalta Graziele.

Atualmente, o NPD retomou a cessão de equipamentos e, a partir deste mês, passará a ofertar cursos nos bairros Olaria e 17 de Março, nos Centros de Arte e Esportes Unificados (CEUs).

“O NPD foi reposicionado. Nos CEUs, os cursos serão introdutórios e intermediários, porque à sede do NPD será destinado os cursos avançados. A objetivo é que a gente trabalhe com a ideia de economia da cultura. A cultura não é apenas um elemento simbólico, mas também um vetor de desenvolvimento econômico. À medida em que a gente monetariza as linguagens artísticas, nós estamos aquecendo o mercado de trabalho, gerando emprego e renda. Então, quando expandimos para esses dois bairros, estamos dando oportunidade a comunidades carentes transformarem perspectivas. Essa também é um função do NPD e, mais ainda, da gestão, auxiliar pessoas a melhorar de vida”, frisou a coordenadora.

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