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  • Pascoal Maynard

Exposição ‘Minha verdade é vermelha’, de Gabi Etinger


A verdade de Gabi Etinger é vermelha. Uma afirmação que, dado o contexto hodierno, pode sim assumir contornos políticos, mas que aponta antes a sua relação visceral com a potência da sensibilidade feminina – uma oficina de novelos e tripas e sangue.

Os labirintos da mulher sempre foram um dado latente na poética da artista. Agora, no entanto, o ser biológico, a mulher em carne e osso, salta à vista.

As imagens da mostra (composta por gif, escultura, gravuras e fotografias), mais o depoimento da artista, não deixam margem para dúvidas. Trata-se aqui de um depoimento em primeira pessoa, fecundado no próprio umbigo criativo de Gabi Etinger.

“O sangue que pulsa nas veias não muda de cor. Numa reflexão sobre o feminino, meu principal interesse poético desde a primeira exposição que realizei (Tramas, 2010), e o contexto atual das políticas identitárias e polaridades, eu alinhavo e escrevo sobre a subjetividade do ser humano mulher”.


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