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  • Pascoal Maynard

Cultura Viva!!! | Texto de Neu Fontes


Minha Alma é de Artista e por isso,

Como escolher entre a bossa e o Baião,

Entre a poesia ou a canção.

Entre o amor ou a paixão


Adoro a Ilma com sua irreverência,

O lírismo da Joesia me Seduz

O moderno do Ezio com tanta coerência

E a ironia inteligente do Ismar, me possui


Construo belas imagens feito Joubert,

Pinto as cores de tudo como Adauto,

E eterno dou como a melodia do João

Sou Inquieto como Inácio eu sou Mário


Tenho sonhos intangíveis como Hunald

E inovadores como a Coutto, que vicia

Sou surpreendente como Amorosa

E apaixonante, como só a voz da Patricia, propicia.


Sou persistente e presente como Rubens

Amigo, irmão é exagerado como Miltinho

A doçura firme e talentosa da Cecilia

E a alma Briguento e capaz da Spinelli.


Sou a raiz infantil do Jorge

A fantasia popular do Lindolfo

Sou a lúdica da Aglaé

E a pesquisa fundamental da Beatriz


Sou Calazans, Luís, Pedrinho e Maurelina

Sou Nubia, Iara, Jane, Mariano e Ana.

Sou a fé, sou Taieira

Sou força, sou Cacumbi.


Sou a sanfona do Joaquim

Do Erivaldo e do Mestrinho,

Sou o cantar do Passarada

E a zabumba alegre do Scurinho


Sou Forro, Xote e Baião,

Sou a dança das quadrilhas,

A pisada do xaxado e do Batalhão

Sou junino, sou Forrocaju festa da multidão


Sou barco de fogo de Estancia

O Mastro de Capela

São Cristóvão da humanidade ao caminhão da Serra

Sou Laranjeiras, tradição tão bela


Sou a vila do Arraia do Povo

Sou Bilina, Seu Sales e seu Deca

Sou tiro de Bacamarte

Sou dona Deusa, e seu estandarte


Sou Girassol da Dionéa e as bananeiras do Inácio,

Sou os cavalos do Zé e as moças do caã

Elias e suas xilogravura, Álvaro, Jordão e Horácio.


Os versos de Izabel a contagiar

Boquim de Zezé a poesia do lugar

Firmino me enche luz e me faz cantar

A alegria cultural do Além Mar.


Sou as bonecas da Hortência nas ondas do mar

A renda da Gilda que a Irlanda trouxe pra cá,

Sou esculturas de Tonho, do Cruz e do Demar,

E que para ter vida é só assoprar.


Sou poesia do Sapateiro

A beleza romântica do Souza,

Sou a crônica do Amaral,

Que de tão boa abusa,

Sou a Fotografia do Lineu e as imagens de Pascoal.


Sou a casa da Rosangela

E o cinema do Orlando

Sou amizade de luz do Leão

E o Som cristalino do Sá


Sou a musica do Cataluzes,

O som do Baggius a invadir

Sou metais dos Guaranis.

E de repente o Bolo de Feira e a voz de Nadir


Sou tribo xoco,

Sou tambor do terreiro de Marizete

Sou Barbara a iluminação do nago

Sou mestre Rolinha, que a Cheganca mostrou


Sou a dança do São Gonçalo

Gingado da capoeira

Sou as voltas dos Parafusos

Sou Rogerio, Natália e Rangel, sou Ribeira


Sou as crônicas sagaz do Hugo

Textos do Jozailton Conjugo

Sou Nery e seu canto cigano

Gena, e sua arte de amor profano


Sou artesania do Nino

O Cantar alegre do Doca

A Serpente no Paraíso do Antônio

E o início em fim da primavera do Queiroga


Sou Boca-de-Cena

Cleanes há bailar Falena

Reação, seu cantar miscigena

O Imbuaça, eita gota serena


Sou Mingo, Lula, Alex e Tonhão

Sou Tiara, Lu, Grazzi, Jacy sou coração

Sou Mariano , Izabel e Tetê

Sou espetáculo que e o público quer ver


Sou cavaquinho, viola e Violão

A Sanfona de Gerson e Talco de Clemilda no salão

Sou pandeiro, triângulo e Baixolão

Rivaldo, Manis, Argolo e Irmão


Sou Verdadeiro como os meus netos,

E fiel como minhas filhas.

Sou desejo, sonho e prazer

Sou quem quer fazer, e você?


E é claro que sou Tobias, Sampaio, Romero,

Sou Helvio, Antônio e Manuel

Hamilton, Dilson, Gama, Carvalho, Melo, Varela e Aragonez

Sou também, todos que não entram dessa vez


Sou criativos, produtivo e diverso

Sou tu ele é nós,

Sou bacana

Sou a cultura Sergipana.


Feliz Natal é um ano novo de luta e realizações.

Viva o povo da nossa Cultura!

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